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INPD contribui com a ANPD na Tomada de Subsídios sobre o uso de Dados Biométricos

07 de agosto de 2025 2 visualizaçãos

O Instituto Nacional de Proteção de Dados (INPD) participou oficialmente do processo de consulta pública conduzido pela ANPD sobre o tratamento de dados biométricos, classificados como dados sensíveis pela LGPD.

A contribuição técnica, coordenada pela Vice-Presidente Martha Leal e pelo membro do Conselho Consultivo Cinthia O. A. Freitas, foi submetida em 31 de julho pelo portal Participa+Brasil.

Destaques da Contribuição do INPD

Definição Técnica de Dados Biométricos

O INPD propõe “critérios objetivos para definir um dado como biométrico, com base em parâmetros como universalidade, distintividade, permanência e capturabilidade”, em linha com padrões internacionais e a interpretação do Comitê Europeu de Proteção de Dados.

Transparência Ativa e Direitos dos Titulares

O Instituto defende práticas claras de transparência: políticas de privacidade acessíveis, avisos visuais nos pontos de coleta, canais de atendimento e avaliações de impacto à proteção de dados.

Biometria Tradicional vs. Comportamental

A submissão enfatiza o tratamento diferenciado para biometria comportamental (padrões de digitação, voz, movimentos oculares), recomendando maior rigor técnico, consentimento granular e limitações temporais para coleta de dados.

Prevenção de Fraudes e Proporcionalidade

O INPD destaca que o uso biométrico deve ser proporcional e tecnicamente justificado, preferindo modelos de verificação local armazenados nos dispositivos dos usuários para reduzir riscos de exposição.

Proteção de Crianças e Adolescentes

Salvaguardas aprimoradas para dados biométricos de menores, incluindo consentimento informado dos responsáveis, avaliações de impacto focadas no público juvenil, exclusão segura de dados e participação da comunidade escolar.

Acesse o documento de contribuição: Contribuição completa do INPD à ANPD (PDF)

Fonte: Publicação original — INPD